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Notícias Faculdade Atenas - Passos (MG)

Leucemia e doação de medula óssea


Instituída no estado de São Paulo pela Lei N° 17. 207 de 12 de novembro de 2019, a campanha “Fevereiro Laranja” tem o objetivo de incentivar o diagnóstico precoce da leucemia e conscientizar sobre a doação de medula óssea. A campanha passou a ser divulgada em diversas localidades do país, como ação educativa e preventiva. 

Em alusão ao tema, o curso de Medicina da Faculdade Atenas Passos convidou a médica Dra. Gabriela Sabbadini Andrade para uma palestra sobre leucemia e doação de medula óssea, dirigida aos acadêmicos do campus.

Conforme explicou a médica, a leucemia é uma doença maligna em que os glóbulos brancos se reproduzem em velocidade desordenada, prejudicando suas funções de defender o organismo e produzir outras células sanguíneas. Geralmente é de origem desconhecida, mas em alguns casos relaciona-se com alterações genéticas. Seus principais sintomas são febre, fraqueza, infecções frequentes, perda de peso, hemorragias ou pequenos hematomas.  A leucemia não tem fatores de risco conhecidos, por isso não há maneira de prevenir a doença.

“O diagnóstico inicial é realizado através do hemograma que apresenta aumento do número de leucócitos. O tratamento dependerá do tipo da leucemia podendo ser quimioterapia ou transplante de medula óssea”, informou a Dra. Gabriela.

A doação de medula óssea para a realização de transplantes é uma das possibilidades de salvar a vida de pacientes com leucemia, e é um tema que necessita de atenção da população. O Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) possui, em média, 850 pacientes em busca de doador não aparentado. O número de doadores voluntários cadastrados no REDOME é de 5.304.714. Porém, a chance de um paciente encontrar um doador não aparentado é de 1 em cada 100 mil. 

“Para melhorar essa realidade, é necessária a realização de campanhas para o cadastro de novos doadores voluntários. Assim, poderemos aumentar a chance dos pacientes de encontrar um doador compatível”, explicou a médica palestrante.

Podem ser doadores de medula óssea as pessoas entre 18 e 55 anos com bom estado de saúde, sem ter histórico de câncer, de doenças do sistema imunológico ou doenças transmitidas pelo sangue. Os interessados devem procurar o Hemocentro da sua região para fazer o cadastro no REDOME e coletar uma amostra de sangue para os exames iniciais.

Segundo salientou a Dra. Gabriela Andrade, “todos os profissionais de saúde, principalmente os médicos, são responsáveis por divulgar informações e incentivar ações de cidadania e amor ao próximo para a sociedade. Essa responsabilidade só é possível quando podemos discutir e aprender sobre esses temas no ambiente acadêmico”.

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