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Conectados com o Professor - Drª. Lilia Jane Marques


Doenças respiratórias no inverno

As temperaturas frias e a baixa umidade relativa do ar favorecem as doenças respiratórias, mas com medidas simples é possível minimizar sua ocorrência. Quem aborda o tema nesta edição do Conectados com o Professor é a Drª. Lilia Jane Marques, médica pediatra, com formação em homeopatia e nutrologia, e docente do curso de Medicina da Faculdade Atenas Passos.

Nos períodos de outono e inverno, são frequentes os resfriados, gripes, rinites, sinusites, crises de bronquite ou asma, e até mesmo as pneumonias, que são complicações desses quadros anteriores. Além das questões respiratórias, o frio e a baixa umidade também favorecem o ressecamento dos olhos e da pele.

“Em primeiro lugar, nós temos que analisar, que para que o ar faça as trocas gasosas de forma excelente, do jeito que nosso organismo precisa, ele precisa chegar ao fundo dos pulmões numa temperatura de 37 graus e uma umidade de 100%”, explica a Drª. Lilia Jane.

No entanto, a médica aponta que nesta época a umidade relativa do ar chega a patamares de somente 25% a 30%, diante de um mínimo preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de 60%, e é por isso que os problemas respiratórios ocorrem. 

A baixa umidade somada às baixas temperaturas afeta o organismo. “Se o ar precisa chegar a 37 graus no nosso pulmão, e nós estamos num ambiente cuja temperatura é de 10, 15 graus, veja o trabalho que o organismo vai ter, para que isso possa acontecer de forma fisiológica, de uma forma adequada”, esclarece a Drª. Lilia.

Medidas de prevenção e proteção

1. Aquecer o corpo

A primeira medida nessa época é usar agasalhos adequados para melhorar a temperatura do nosso corpo, principalmente em atividades ao ar livre. Em algumas circunstâncias, também pode ser necessário aquecer o ambiente doméstico ou o ambiente de trabalho com algum tipo de equipamento aquecedor. 

2. Umidificar o ambiente

A Drª. Lilia também recomenda que melhoremos a umidificação do ambiente. “Isso pode ser feito através de aparelhos umidificadores ou de sistemas mais simples, como por exemplo toalha molhada, espalhar vasilhas com água pela casa, tudo isso já vai fazer com que a água evapore naquele ambiente, melhorando a umidade relativa do ar”, explica.

3. Manter o ambiente limpo e arejado

Manter o ambiente limpo e arejado, com correntes de ar em alguns períodos do dia, também é essencial para evitar a proliferação de ácaros, fungos, vírus e bactérias. 


4. Proteger-se de cigarro, poeira e fumaça

Também é importante evitar a exposição a fumaça de cigarro, poeira ou fumaça. Higienizar as narinas com solução salina é uma forma útil de aliviar os sintomas nesses casos.

5. Vacinação em dia

Manter a vacinação em ordem é uma medida fundamental. “Nós temos a vacina da gripe, que agora é universal para toda a população, e vamos lembrar que as pessoas de 60 anos ou mais deveriam tomar também a vacina contra pneumococos, a Pneumo23, uma dose a cada cinco anos.

6. Melhorar a imunidade com boa alimentação, bom sono e exercícios físicos

A Vitamina C, o Zinco, o Ferro e a Vitamina D são um quarteto fundamental para promover a boa imunidade, ou seja, fortalecer os mecanismos de defesa do nosso organismo, e nós podemos usufruir deles por meio de uma alimentação adequada.

A Vitamina C está presente com maiores teores em: acerola, caju, mexerica (tangerina), goiaba, laranja, mamão, Kiwi, manga, morango e carambola. No caso dos legumes, é encontrada em pimentão amarelo e vermelho, couve, agrião e salsa.

O Zinco está presente nas carnes de boi, porco, frango, cordeiro; no fígado de boi; no trigo e cereais integrais; no espinafre, abóbora e sementes de abóbora; no caju; no cacau e chocolate (cacau em pó); nos cogumelos brancos; nos feijões e ervilhas; nas oleaginosas: amendoim, castanha-do-pará, castanha-de-caju, amêndoas e nozes.

O Ferro está nas carnes de boi, porco e frango; no fígado de boi; nos peixes e crustáceos; nos ovos; nos feijões; nas verduras de folhas escuras; nas leguminosas como lentilha e grão-de-bico; e também nas nozes e castanhas.

Hidratar o corpo, isto é, beber água em quantidade suficiente ao longo do dia, também é importante no combate às doenças respiratórias.

Quando se fala em alimentação, muita gente pergunta sobre a necessidade de fazer suplementação de determinadas vitaminas nessa época do ano. A Drª. Lilia responde a essa dúvida comum: “Se nós tivermos uma alimentação adequada, com as frutas, legumes, carnes e outros alimentos que contêm a vitamina C, zinco e ferro, não precisa fazer suplementação”.

“Quanto à questão de vitamina D, essa nós dependemos do sol, e dependemos também de algum alimento que seja fortificado com a vitamina D. Em função do momento que estamos vivendo, mais fechados dentro de casa, com menos exposição à luz solar, pode ser que em cada caso analisado, haja necessidade de fazer a suplementação de vitamina D. Mas isso não é uma coisa que seja igual para todos, precisa ser analisado pelo seu médico que vai ver, em função das suas características pessoais, de exposição ao sol, se há necessidade de fazer a suplementação”, alerta a Drª. Lilia.

Sobre a boa qualidade de sono, a Drª. Lilia salienta: “A gente tem que dormir horas de sono suficientes noturnas, porque é à noite que determinados hormônios são produzidos no nosso organismo”.

Por fim, a boa imunidade também é resultado da prática regular de exercícios físicos.

7. Disciplinar-se quanto às medidas de higiene

Higienizar frequentemente as mãos, principalmente antes das refeições; não compartilhar objetos de uso pessoal; evitar ambientes fechados e aglomerações; evitar contato com pessoas que apresentam sintomas de gripe; usar lenço descartável para limpar o nariz, e cobrir a boca ao tossir ou espirrar; todas essas são medidas para evitar a gripe e as doenças respiratórias, que agora na ocorrência da pandemia de Covid-19, são acrescidas do uso de máscara facial sempre que sair de casa ou quando estiverem juntas duas ou mais pessoas.

“Com isso, nós podemos evitar a maioria das infecções que acontecem nessa época do ano. São medidas simples, que podemos fazer por nossa própria conta, sem depender de medicamento”, finaliza a Drª. Lilia Jane

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