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Notícias Faculdade Atenas - Sete Lagoas (MG)

Doença Renal Crônica


A DRC (Doença Renal Crônica) consiste na perda progressiva e irreversível da função renal. É portador de DRC qualquer indivíduo que, independente da causa, apresentar TFG < 60 mL/min/1,73m² ou a TFG > 60 mL/min/1,73m² associada a pelo menos um marcador de dano renal parenquimatoso presente há pelo menos 3 meses. Na fase mais avançada da DRC, denominada Insuficiência Renal Crônica Terminal (IRCT), a manutenção da vida se dá por meio das Terapias Renais Substitutivas (TRS), como hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal, gerando altos custos para o Sistema de Saúde. No Brasil, os dados do censo de 2018 mostraram que aproximadamente 133 mil portadores de DRC são mantidos em diálise. 

Todo paciente pertencente aos chamados grupos de risco (hipertensão arterial, diabetes mellitus, doença cardiovascular, história familiar, entre outros), mesmo que assintomático, deve ser avaliado anualmente para detectar possíveis alterações, como conduta de triagem para a prevenção e diagnóstico precoce da DRC. Nos estágios iniciais, pode ser detectada por exames laboratoriais simples, de baixo custo e o tratamento das doenças de base pode impedir ou retardar a evolução para estágios mais avançados da DRC, reduzindo a morbimortalidade e custos posteriores na atenção de alta complexidade. Porém, essa doença tem sido subdiagnosticada e tratada inadequadamente, em parte devido à falta de conhecimento da definição e classificação dos estágios da doença.

Neste sentido, destaca-se o papel dos serviços de saúde, mais especificamente da Atenção Primária à Saúde (APS) que deve estar qualificada para cuidar desse problema e controlá-lo, além de ações de prevenção.
As ações efetivas dos profissionais de saúde capacitados e a implementação de políticas públicas no diagnóstico da DRC, são importantes contribuições para intervenções com vistas à promoção da saúde, prevenção e retardo da progressão desta doença cruel com elevado potencial de morbimortalidade.