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Tá ligado? Vacinação


A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe 2020 para os públicos prioritários foi prorrogada até 30 de junho. Conforme divulgou o Ministério da Saúde, apenas 63,53% receberam a vacina e, com a prorrogação, a expectativa é alcançar mais 28,3 milhões de pessoas. 
Devido à importância do assunto, o Tá ligado aborda a Vacinação, uma importante conquista da humanidade para a prevenção de muitas doenças. Quem fala sobre o tema é a professora e enfermeira Elexandra Bernardes, docente do curso de Medicina da Faculdade Atenas Passos.

O que são e como atuam

As vacinas estimulam nosso corpo a produzir mecanismos de defesa para que, ao entrar em contato com o agente causador de determinada doença, ele seja capaz de reconhecê-lo e combatê-lo, impedindo que a doença se manifeste.

“Em outros termos, diríamos que a finalidade das vacinas seria de estimular nosso sistema imunológico a fabricar anticorpos, que por sua vez têm o propósito de proteger nosso organismo contra o ataque por microrganismos causadores de doença, como vírus e bactérias”, afirma a professora Elexandra Bernardes.
As vacinas são fabricadas a partir de partículas do agente causador de determinada doença na forma inativada (morta) ou na forma atenuada (enfraquecida). Assim, quando tomamos a vacina, essas partículas entram no nosso organismo, onde são reconhecidas como corpo estranho pelo sistema de defesa - sistema imunológico - passando a estimular o mesmo a produzir células de defesa, os anticorpos, que vão agir contra um ‘’agressor’’ específico. 

Dessa maneira, nosso organismo vai construir uma memória para reconhecer esse mesmo agente na sua forma original ou integral quando ele tentar nos agredir, realizando a neutralização ou limitação de sua ação e, por consequência, a não instalação da doença.

Quando tomar vacinas

Conforme aponta Elexandra, a vacinação ocorre com maior frequência na infância. No entanto, outras vacinas como antitetânica, febre amarela, hepatite B e influenza (gripe) devem ser tomadas nas demais faixas etárias, seja na condição de primeira vez, ou na condição de reforço. Essa condição será determinada pelo profissional atuante na sala de vacinação ao avaliar a situação vacinal do sujeito a partir da apresentação ou não do cartão de vacinação.

“Aqui vale chamar a atenção para os cuidados que se devem ter com a guarda e conservação do cartão de vacinação, enquanto um documento extremamente importante para se comprovar a história vacinal do sujeito”, alerta a docente e enfermeira.

O calendário básico de vacinação funciona com um “cardápio” de um conjunto de vacinas que é ofertado para uma população, conforme cada faixa etária. Ele é definido pelo Programa Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde, pautado no comportamento das doenças previsíveis por vacinas em determinada época. 

“O calendário de vacinação pode sofrer frequentes mudanças. Uma doença que se encontra em fase de erradicação, controlada, pode ressurgir em um curto espaço de tempo num formato de surto ou até epidemia, configurando assim a necessidade de rever a disponibilidade do número de doses e do tipo de vacina, conforme a faixa etária”, explica Elexandra Bernardes.

Vacinação contra a gripe

Seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde, para cada vacinação o Ministério da Saúde define os grupos prioritários para dar preferência ao público que possui um risco mais elevado de desenvolver casos graves, chegar à internação e até a óbito.
Conforme a determinação do Ministério da Saúde, os grupos prioritários para vacinação contra a influenza durante a Campanha Nacional de Vacinação são divididos em três fases de estratégia.

Fase I - A primeira fase, iniciada em março, abrangeu o grupo de idosos (60 anos e mais) e trabalhadores da saúde.

Fase II - Iniciada no mês de abril, a segunda fase atendeu os Profissionais das forças de segurança e salvamento, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários.

Fase III - Nesta última fase da campanha nacional de vacinação, que segue até 30 de junho, serão atendidos os professores das escolas públicas e privadas, que devem apresentar o crachá funcional para comprovar o vínculo com alguma instituição, adultos de 55 a 59 anos de idade, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, povos indígenas, pessoas com deficiência, gestantes e mães no pós-parto (até 45 dias). 

Atenção: a vacina contra influenza não tem eficácia contra o coronavírus, porém, neste momento, irá auxiliar os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para a COVID-19, já que os sintomas são parecidos. E, ainda, ajuda a reduzir a procura por serviços de saúde.